Resoluções para 2023: Como alcançar os teus objetivos com sucesso?

Já alguma vez sentiste que a maioria das tuas resoluções de ano novo acabam por não
não se realizar? Não, infelizmente, não acontece apenas contigo. Segundo a empresa
FranklinCovey, um terço das resoluções não passam do final de janeiro.
Mas 2023 pode ser diferente!

Se queres saber como identificar a resolução certa, criar um plano para a concretizar e ter
o mindset indicado, continua a ler este artigo!
Aqui, vais encontrar tudo o que precisas para que em 2023 faças parte do pequeno grupo
de pessoas cujos objetivos foram alcançados com sucesso.

1. As resoluções falham porque não são a resolução certa!
Antes de qualquer resolução deves identificar os erros passados, a razão por detrás dos
planos “furados”. Fica então a saber que existem resoluções erradas e normalmente são
estes os motivos:
– A resolução é bastante vaga;
– O teus objetivos são irrealistas;
– Os teus planos são influenciados pela “pressão da sociedade” e não por uma vontade
genuína.

2. As resoluções devem ser SMART!
As Resoluções SMART são objetivos com as seguintes características:
– Especifica: Quanto mais vago for o plano, mais probabilidade tens de te “perder” nele.
Por isso deves fazer todas as questões para conseguires delinear um plano concretizável
que responda aos obstáculos identificados;
– Mensurável: Este ponto não serve apenas para planos cujos resultados possam ser
quantificados. Seja qual for o objetivo, deves registar os teus progressos com anotações
ou até mesmo fotografias.
Mas porque é que é tão importante fazer anotações diárias? O que é que muda?
Tudo!
Segundo uma das filosofias de Brian Tracy (Palestrante motivacional Canadenseamericano
com mais de 80 livros publicados sobre autodesenvolvimento e motivação),
“temos mais dever de compromisso com o que escrevemos do que com o que
dizemos”.
E mais! Pesquisas feitas na Universidade Dominicana na Califórnia concluíram que,
anotar regularmente aumenta em 42% a probabilidade de alcançar os objetivos.
 Alcançável: Nós concordamos… Provavelmente não é a alternativa mais emocionante,
mas é crucial mesmo assim. Mudanças rápidas e drásticas tendem a criar frustração e até
mesmo afetar outras áreas da tua vida.
Deves fazer planos a médio e longo prazo.
– Relevante: Quais os motivos que te levam a desejar alcançar os objetivos que traçaste?
A resposta vai dar-te informação sobre as reais motivações dos teus planos. Se a tua
resposta inclui algum destes sentimentos: ódio próprio, remorso, tentativa de agradar,
desejo de pertencer a algum grupo, fica a saber que haverão grandes probabilidades de
não se concretizar.
Só vale a pena lutar por objetivos que sejam bons para ti, em primeiro lugar.
– Temporária: Um grande objetivo é constituído por vários pequenos! Define o tempo
para alcançar cada uma dessas pequenas metas. Celebra cada pequena vitória e ofereça
a ti próprio uma recompensa. Sempre!

3. Faz mudanças na rotina e cria um plano
Somos de acordo! Mudar um hábito é uma missão complexa e difícil! Mas não para
Charles Duhigg (autor dos livros “O poder do hábito” e “Mais eficaz, mais rápido, melhor”).
Segundo o próprio, deves dividir o hábito em três partes: Um sentimento, uma rotina
e uma recompensa.
Vamos a um exemplo:
Hábito: Comer “fora de horas”
Sentimento: Aborrecimento
Rotina: Comer muito depois das horas de refeição, principalmente jantar.
Recompensa: Relaxamento
Forma de mudar o comportamento: Em vez de comeres bastante depois de jantar, opta
por beberes bastante água (por vezes pode confundir-se a fome com a falta de
hidratação), ingerir uma boa dose de proteínas e fibras ao jantar. Opta por fazer algo que
te dê prazer nas horas após jantar.
Quando estiveres prestes a abrir o frigorífico, faz esta questão a ti próprio: “Comeria uma
sopa agora?”.Pode parecer caricato mas esta é uma forma bastante eficaz de identificar
se tens fome ou gula (vício/desejo de ingerir alimentos em demasia, geralmente doces).
O teu desejo deve ter um plano à tua maneira!
Existem, de facto, sentimentos e recompensas fáceis de identificar, mas há outros que
nem tanto! Para substituir um hábito por outro terás de substituir o sentimento e a
recompensa antigos. Para Charles Duhigg, deves ter uma recompensa que reforce a
rotina pois caso contrário o “cérebro não se apega ao comportamento”.
Vamos a um exemplo:
Para correr, começa por fazer mudanças subtis. Na primeira semana começa apenas por
vestir o fato de treino (Sim, sem treinar!). Na semana seguinte, adiciona o primeiro passo
à tua nova rotina – veste o fato de treina e dá umas voltas ao quarteirão.
E não te esqueças da recompensa! Recompensa sempre depois da ação!
Seja em que fase te encontrares, deves ter sempre uma recompensa. Por exemplo: Para
correr, podes oferecer a ti próprio um banho quente e longo depois da corrida, uma
refeição composta, por exemplo.
Nunca te esqueças: Permite-te falhar e mudar a rotina se necessário pois há obstáculos
inevitáveis.

4. O método WOOP
Para Gabriele Oettingen, professora de psicologia na Universidade de Nova Iorque, o
pensamento positivo não é suficiente.
Segundo declarações da própria “quanto mais positivamente as pessoas fantasiam e
sonham acordadas sobre o seu sucesso futuro, pior elas se saem em termos de sucesso
real”, e acrescenta “essas fantasias positivas são úteis para explorar as diferentes
possibilidades para o futuro, mas são difíceis quando se trata de realmente colocar o
esforço e a energia que a realização do desejo realmente precisa. Eles sugam a energia.”
Opta por ser positivo, mas realista! Gabriele Oettingen chamou a essa técnica de
W.O.O.P (Desejo, resultado, obstáculo, plano):
• Desejo: O que desejas ter?
• Resultado: Qual seria o resultado ideal? Como será a tua vida quando atingires o teu
objetivo?
• Obstáculo: Tu conheces-te bem. O que é que te vai parar? O que é que deixaste de
lado antes?
• Plano: Como irás contornar esses obstáculos?
Não consegues seguir a rotina? Então talvez não seja suficientemente flexível!

Começa agora!